Após visita histórica do Presidente do ICMBio, Mauro Pires, ao território, o mandato do Coletivo Nós (PT) aprovou a Indicação n.º 546/25, fortalecendo o pleito das 12 comunidades da reserva. A ação cobra do Governo do Estado do Maranhão e do Governo Federal o avanço concreto para a entrega do título da reserva a este ecossistema ameaçado pela atividade industrial em São Luís.
A criação da Reserva Extrativista (Resex) de Tauá-Mirim é uma demanda histórica das 12 comunidades tradicionais da região, que dependem diretamente dos recursos naturais para sua subsistência. O Coletivo Nós, esteve presente na visita do presidente do ICMBio em agosto deste ano e protocolou uma Indicação oficial para converter a aproximação do Governo Federal em ação concreta. O território é um berçário de espécies únicas, mas sofre pressão do setor industrial, cuja atividade já contribuiu para o desaparecimento de pescados como sardinha e sururu em regiões vizinhas, colocando em risco a segurança alimentar e o modo de vida local.

Para o covereador Eni Ribeiro, a luta pela Resex é urgente e já possui todos os estudos técnicos que comprovam sua viabilidade.
“Desde 2003 existe um pedido na Superintendência do Patrimônio da União, com levantamento técnico e abaixo-assinado. A região é vital para essas comunidades e sofre impactos graves da industrialização. Garantir a proteção legal dessa área é evitar o desaparecimento das espécies que ainda sobrevivem na Ilha de São Luís”, afirmou. Ribeiro reforçou ainda a importância da medida para preservar o modo de vida das populações tradicionais.
O Coletivo Nós reafirma o compromisso de acompanhar a solicitação junto aos governos estadual e federal. A mobilização continua para que a Resex Tauá-Mirim saia do papel, assegurando a proteção definitiva do patrimônio natural e o direito constitucional das comunidades ao seu território e modo de vida sustentável.
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